Qual a sua Proposta de Valor?

Psicólogo, você tem uma proposta de valor definida? Sabe quais âmbitos isso pode afetar no seu trabalho, no seu sucesso profissional e na satisfação do seu paciente? Se isso ainda não é muito claro para você, continue a leitura!

Primeiramente, vamos ao conceito de proposta de valor. Ela se relaciona a vários aspectos que você pode de início não perceber. Isto é, ela envolve a definição do serviço que você oferece ao seu cliente, a percepção que seu cliente tem do que você oferece, o valor do seu serviço – tanto financeiro quanto o benefício que ele representa ao paciente – e se tudo isso tem ao fim um diferencial que vai fazer seu paciente voltar e novos pacientes procurarem você. Ou seja, a proposta de valor também se vincula ao marketing da sua clínica ou consultório e pode significar o seu sucesso ou seu fracasso.

A proposta de valor também se vincula ao marketing da sua clínica, saiba mais sobre isso aqui. 

Antes de mais nada, deixemos claro que o atendimento psicológico aqui será considerado o “negócio” do psicólogo. Uma vez que o consultório ou clínica é a fonte de renda do psicólogo, ela deve ser tratada como uma empresa.

Dito isso, podemos inferir que a proposta de valor se baseia nos seguintes pontos:

– O que você vende; isto é, qual o serviço que você oferece;

– Qual o objetivo do paciente que procura seu serviço;

– Qual diferencial que seu paciente não encontraria em outro profissional;

– Quem é seu paciente; e assim, qual seu público alvo;

– Qual o melhor valor para você cobrar em sessão.

 

Agora que você sabe todos os pontos que envolvem a construção de uma proposta de valor, vamos destrinchá-las em 4 tópicos essenciais em proposta de valor relevante:

1. O Serviço e o diferencial

Com esse intuito, como você diferencia o serviço que você oferece dos seus concorrentes? Por quais meios você veicula informações para divulgar seu trabalho? Qual a sua especialidade e o que você tem a oferecer como diferencial que seu cliente não encontraria em outro profissional? Essas são perguntas que devem direcionar a construção de um texto que servirá como sua apresentação pessoal a seus clientes. O ideal é que ele esteja presente no seu consultório e nas suas redes sociais, como um “cartão de visita”, como sua apresentação pessoal.

2. O Público-alvo

A fim de saber a melhor forma de oferecer seu serviço a seus clientes, você deve primeiro saber quem é seu cliente. Quais mídias elas usam com mais frequência? Qual a principal faixa etária dessas pessoas? Por quais tipos de problemas eles geralmente passam que os fazem procurar você? Por que tipos de assuntos elas se interessam? Essas, entre outras perguntas, devem ser feitas para que você construa uma “persona”, isto é, um cliente/paciente modelo no qual você irá focar para construir sua proposta de valor. 

Ao ter sua persona estabelecida, você entenderá a melhor forma de dirigir ao seu paciente. Assim, oferecerá da melhor forma seu serviço para ele. E, por fim, ele entenderá a importância do seu produto e por quê você é o melhor profissional para ele. 

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3. O  Valor

Ao definir quanto se cobra, é importante ter consigo a ideia que este também é o valor que o cliente dará a seu trabalho. Embora seja natural pensar em cobrar menos por pacientes mais fragilizados emocionalmente, diminuindo a ideia de que seu interesse maior está no valor cobrado que na saúde do paciente, esse pensamento não deve ser o motivo que irá definir o preço da sua sessão. Afinal, muitas vezes, produtos mais baratos podem ser vistos com menos seriedade e até desconfiança.

Então, o ideal é um valor que equilibre os dois lados de interesse, não sendo muito caro para o paciente nem fazendo você passar apertos no fim do mês. Dessa forma, o paciente dará uma importância maior ao que ele está contratando e você também se sentirá responsável por entregar um serviço de maior qualidade. Por fim, ambos saem ganhando.

É também dúvida de muitos psicólogos se é melhor realizar cobrança por sessão ou mensalmente. Indicamos que, caso você não faça uso de um sistema que automatize cobranças, é preferível o menor número de transações possível. É mais simples ter o controle de um pagamento de R$ 800,00 do que quatro pagamentos de R$ 200,00 em um mês. Facilita para o psicólogo e também para o paciente.

A partir disso, também é possível inserir um desconto como meio de fidelizar o cliente, cobrando um conjunto de sessões por um preço menor do que ficaria se ele pagasse cada uma separado.

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4. A Satisfação

A melhor forma de saber se seu serviço está contemplando os objetivos do paciente é perguntando se ele está satisfeito. Isto é, se ele recebeu o que foi buscar. O ideal é que se faça perguntas simples e objetivas sobre a informação que você deseja extrair do paciente. Isso pode ser feito de várias formas: seja por meio de uma ligação, e-mail ou mensagem pós consulta, seja ainda no seu consultório após o fim da sessão. Se ele estiver satisfeito, você conseguiu atingir o resultado do valor do serviço que foi proposto inicialmente. Dessa forma, você oferece um serviço consiste com a proposta de valor construída.

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