Como evitar o abandono do paciente ao tratamento psicoterápico

Em tempos de crise é de suma importância o profissional estar atento à manutenção e assiduidade de seus clientes, já que esses são um dos fatores que garantem a eficácia do tratamento psicoterápico, cujo sucesso se dá pela continuidade e pela relação de confiança estabelecida entre o profissional e seu paciente durante o atendimento. Nesse sentido, é preciso ser flexível para evitar o abandono do tratamento pelo assistido. Assim, ao promover estratégia que garanta a sedimentação dos vínculos entre as partes interessadas, considerando o perfil clínico do paciente e a respectiva intervenção, pode ser esse um fator-chave para evitar a interrupção do tratamento, além de garantir bons resultados à saúde mental do indivíduo.

Identificando os riscos

Entretanto, os fatores que determinam o abandono do tratamento ainda são inconsistentes. Então, o caminho é identificar situações de risco como forma de prevenção. Nesse caso, a interrupção precoce do atendimento pelo paciente já é um indício de abandono. As causas variam entre fatores sociodemográficos, o perfil do assistido, as características dos serviços prestados e do próprio terapeuta, da técnica e do setting de trabalho;  não se esquecendo da qualidade da relação interpessoal e institucional. Contudo, é importante ter ciência da complexidade de cada situação e de ampliar a percepção do paciente sobre sua própria condição de saúde, de sua postura diante da terapia, dos cuidados e de seu atendimento às prescrições terapêuticas.

Assim, para que a ação terapêutica seja eficaz ela deve sustentar-se em quatro pilares. São eles: o acolhimento, a escuta, o suporte e o esclarecimento. A seguir, oito (08) dicas para evitar o abandono do paciente ao tratamento clínico psicoterápico:

  • No processo de triagem, atentar-se às queixas manifestas, as outras implícitas e ao comportamento não verbal do paciente para realizar um encaminhamento preciso, pois a partir de uma melhor compreensão das expectativas do paciente os índices de abandono podem ser reduzidos.
  • Viabilizar uma aliança terapêutica: associar o atendimento psicoterapêutico a fármacos podem minimizar os efeitos colaterais da patologia, favorecendo assim, a permanência do paciente ao tratamento.
  • O fator satisfação: esse é o ponto decisivo à continuidade da psicoterapia associado à melhora do paciente. Mas, por outro lado, é preciso atenção! Nesse caso, é importante deixar claro que a alta do paciente ao tratamento está sujeita somente a avaliação do psicólogo.
  • Evitar problemas em relação ao tempo de espera, à experiência do terapeuta, ao número de sessões e as trocas de profissionais. Esses fatores podem abalar a aliança terapêutica que deve ser preservada e considerada como essencial no tratamento.
  • Estabelecer um acordo terapêutico, principalmente àqueles pacientes de “difícil acesso”. Mais que a técnica, a relação terapeuta-paciente é um fator determinante para a continuidade ou não de um tratamento. É imprescindível deixar claro ao paciente sobre a importância da manutenção do mesmo, pois os cuidados e seriedade com o tratamento implica a reversão de seu quadro psicomental.
  • Automatizar a comunicação: envie avisos de SMS, Telegram, Viber, Hangouts ou similares e confirme a consulta agendada. Você pode reduzir em até 30% as faltas de seus pacientes.
  • Seja gentil e acolhedor: lembre-se das datas comemorativas importantes como aniversário, e envie mensagens motivadoras.
  • Integrar os serviços prestados: diante de uma análise e diagnóstico, encaminhar o paciente para outras especialidades.

Conhecer sobre os diferentes preditores do abando psicoterápico é fundamental para o processo de tratamento e planejamento do atendimento clínico. Aproveite para aumentar sua eficiência e focar em seu atendimento aos pacientes, experimente gratuitamente o PsicoManager.

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